Pré-existências nos Seguro de Vida
- Ines Goes

- 22 de jan.
- 3 min de leitura
Este é um dos termos mais temidos nos seguros de vida: as pré-existências.
Mas o que é isto das pré-existências? E porque é tão importante?
No contexto dos seguros de vida, pré-existências são doenças ou situações de saúde que já existiam antes de contratar o seguro. Podem ser situações antigas ou recentes, leves ou mais graves...
É por isso que, ao contratar um seguro de vida, tem sempre que responder primeiro a um questionário clínico. A seguradora precisa de perceber qual é o risco que está a assumir para poder decidir:
se aceita fazer o seguro à quela pessoa,
qual o prémio (preço) que vai pedir em troca da proteção que vai dar,
se vai acrescentar alguma exclusão, específica para aquela pessoa,
em alguns casos mais graves, pode não aceitar fazer o seguro por considerar que o risco é demasiado alto.
O erro mais comum: omitir informação
Aqui vou mesmo ser muito direta: se “esconder” informação ao responder ao questionário clínico, se morrer de alguma coisa relacionada com isso o seguro não vai pagar.
Se a seguradora provar que existia uma pré-existência quando o seguro foi contratado, e que não foi declarada no questionário clínico quando a pergunta sobre essa patologia foi feita, o seguro não vai funcionar...
Ter pré-existências significa que não posso fazer seguro de vida?
Não, de todo! Na maioria dos casos, significa apenas que o seguro tem de ser bem analisado e bem acompanhado. Cada caso é um caso, e cada seguradora avalia o risco de forma diferente.
É por isso que comparar seguros apenas pelo preço é um erro, sobretudo quando há histórico clínico.
O meu exemplo pessoal
Não querendo estar aqui a entrar em grandes pormenores sobre o meu próprio historial clínico, posso revelar que o meu seguro de vida tem uma exclusão específica devido a uma pré-existência.
Eu tive uma patologia há muitos anos, fui operada e ficou resolvido. Quando contratei o meu primeiro seguro de vida, respondi ao questionário clínico com toda a transparência. A companhia de seguros pediu-me mais documentos e analisou toda a informação e, no final, considerou que há riscos associados àquela condição em concreto.
A seguradora decidiu que não aplicava qualquer agravamento ao prémio (não aumentou o preço por causa disso), mas foi acrescentada uma exclusão específica ao meu seguro de vida. Se eu morrer daquilo, especificamente, o seguro não vai pagar.
Isto fez-me desistir de ter um seguro de vida para proteger a minha família? Não.
Simplesmente vou ter que escolher outra forma de morrer que não aquela! E há tantas por onde escolher!
Pré-existências e seguro de vida no crédito habitação
No seguro de vida associado ao crédito habitação, este tema é ainda mais sensível.
Chegam até mim muitas pessoas que fizeram o seguro de vida habitação no banco, quando estavam a contratar o crédito, e nem se lembram de ter preenchido o questionário clínico. Isto é muito grave.
Quando estamos a tratar do crédito para comprar a casa, a única coisa que queremos é ver tudo aprovado e a chave da casa na mão. Assinamos tudo sem olhar. Além disso, o banco tem objetivos comerciais em relação aos seguros e não estão preocupados com a responsabilidade que têm em mãos... Interessa é fechar o negócio...
Mas, se o questionário clínico for mal feito, fica a pagar o seguro todos os meses (e caro! Os seguros de vida nos bancos chegam a ser 60% mais caros) e no final, se a pessoa morrer ou ficar inválida, fica com problemas financeiros graves e pode perder a casa porque o seguro não paga...
E diga-me lá, honestamente... Qual vai ser a ideia com que vai ficar nesse dia? Que as seguradoras são vigaristas, não é?...
Posso dizer com conhecimento de causa: a maioria dos casos em que um seguro de vida não paga deve-se a um questionário clínico mal respondido. Alguns porque a própria pessoa decidiu omitir informação para não ter chatices, outros porque foram mal acompanhados desde o início.
Pré-existências nos Seguro de Vida



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