Tenho que fazer exames médicos para contratar um seguro de vida?
- Ines Goes

- 8 de jan.
- 3 min de leitura
Esta é uma dúvida muito comum, mas como quase tudo nos seguros de vida, a resposta mais curta é a seguinte: depende!
Vamos tentar desmistificar este assunto juntos? Continue a ler comigo.
O conceito de análise de risco
Para uma seguradora aceitar fazer um seguro de vida, primeiro tem que fazer uma coisa muito importante: uma análise de risco. Ou seja, avaliar a probabilidade que a pessoa tem de morrer.
Acha mórbido? Talvez um pouco, mas é uma ciência respeitável, complexa e muito rigorosa, que se baseia logo à partida em três fatores essencialmente:
a idade da pessoa segura,
o seu historial de saúde,
o capital seguro pretendido.
Podem haver outros fatores relevantes, como atividades desportivas ou consideradas de risco, por exemplo, ou viagens recorrentes para países exóticos.
Na prática, a seguradora vai decidir quanto irá cobrar anualmente a um cliente para lhe fazer um seguro de vida de um determinado capital.
Quando não é preciso fazer exames?
Na maioria dos casos, não são pedidos exames médicos
Sempre que o perfil apresentado não levanta alertas, os exames não entram na equação:
a idade é relativamente jovem,
não existem doenças relevantes declaradas.
o capital seguro é moderado,
Nestes casos, o processo resume-se a preencher o questionário com honestidade e aguardar a resposta à análise.
Quando é que os exames podem ser pedidos?
É comum serem pedidos exames em situações específicas que representam maior risco para a seguradora:
em capitais mais elevados,
em idades mais avançadas
quando existe histórico de doenças relevantes, atuais ou passadas, e a seguradora necessita de confirmar informações clínicas sobre a pessoa segura.
Não é um castigo, nem um sinal de que algo vai correr mal... É apenas parte do processo de cálculo e decisão.
Que exames pode ser pedidos?
Quando são pedidos, os exames costumam ser simples: análises ao sangue ou à urina, um eletrocardiograma ou um relatório médico.
E um ponto importante que muitas pessoas desconhecem: estes exames são pagos pela seguradora, não pelo cliente. Para si serão sempre gratuitos e podem ser feitos num local da sua conveniência. Veja-os como um check-up gratuito!
Fazer exames significa que o seguro vai ser recusado?
Não. Este é um dos mitos mais comuns.
Na maioria das situações, o resultado leva a uma aceitação normal. Em alguns casos, pode haver um ajuste no preço (agravamento) ou então uma exclusão adicional específica. A recusa total é rara.
E mesmo quando uma seguradora não aceita, isso não significa que todas vão recusar.
Cada companhia tem critérios médicos diferentes, e é aqui que o acompanhamento faz realmente a diferença.
E se escolher o seguro de vida do banco? Funciona da mesma forma?
A lógica é semelhante, sim, mas com menos margem de manobra.
Se escolher o seguro de vida associado ao crédito habitação que o banco oferece, o banco aceitará a decisão da seguradora escolhida. Se houver agravamentos, o impacto no custo pode ser significativo ao longo dos anos e raramente são apresentadas alternativas.
Fora do banco, é possível comparar soluções, negociar condições e encontrar critérios médicos mais ajustados à realidade de cada pessoa.
O que é mesmo importante reter
Nem todos os seguros de vida exigem exames.
Quando a seguradora pede que se façam exames, estes não são pagos pelo cliente e não devem ser vistos como um problema.
O que faz realmente a diferença é ter um seguro bem estruturado, adequado à situação real e acompanhado por alguém que saiba ler as entrelinhas.
Tenho que fazer exames médicos para contratar um seguro de vida?



Comentários