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A Influência do Crédito no Seguro de Vida Habitação

  • Foto do escritor: Ines Goes
    Ines Goes
  • 15 de jan.
  • 3 min de leitura

Quando se fala em crédito habitação, é comum comparar spreads e prestações, escolher entre taxa fixa, variável ou mista... E claro: o seguro de vida habitação, que o banco exige como garantia para aprovar o empréstimo.


Ora bem: é importante saber que o preço (prémio) do seguro de vida vai altera-se, anualmente, consoante 2 fatores:

  • À medida que a idade avança, aumenta o risco de morte ou invalidez, por isso o preço aumenta.

  • À medida que o empréstimo é liquidado, o capital seguro diminui, logo o preço diminui.


Posso adiantar, desde já, que a idade tem um peso muito significativo na forma como o preço oscila ao longo do contrato. É perfeitamente natural que pague muito mais no final do contrato, mesmo que o empréstimo tenha reduzido muito.


O papel da taxa de juro no seguro de vida


O tipo de taxa que escolher para o seu crédito habitação vai influenciar a velocidade a que a dívida diminui:

  • Taxa fixa: a prestação é estável, o capital em dívida desce de forma previsível.

  • Taxa variável: com subidas ou descidas da Euribor, o ritmo de amortização muda. Não podemos adivinhar quanto estará a dever ao banco daqui a 10 anos, por exemplo.

  • Taxa mista: começa previsível, depois de uns anos passa a variável.


O que isto significa para o seguro de vida?


Significa que o capital seguro real raramente coincide com o capital “previsto” numa simulação feita no início do contrato, e se o capital muda, o preço também irá mudar.


O Problema das simulações de seguros de vida “até ao fim do contrato”


É muito comum ver simulações de seguro de vida habitação com uma tabela bonitinha: preço mensal no 1º ano do seguro, depois o preço no 2º ano, e por aí fora até ao final do crédito.


Tudo muito organizado e até dá uma sensação de transparência e segurança, mas atenção: é pouco realista...


Deparo-me muitas vezes com clientes que me pedem que some os valores do seguro de vida projetados ao longo de todo o prazo do crédito, para saber qual o seguro que irá sair mais barato. Eu faço a soma, claro, mas deixo sempre 3 notas em relação a isso:

  • Sim, essa comparação tem algum interesse porque há seguradoras que “carregam” mais nos últimos anos do seguro e outras que aumentam os valores de uma forma mais gradual, dependendo da forma como cada uma avalia o risco que acresce com a idade;

  • Há outros fatores tão ou mais importantes a considerar além do “preço”;

  • As projeções não são realistas e não podemos contar com os valores apresentados nessas tabelas a longo prazo. Ponto.


As projeções partem quase sempre de pressupostos que não se confirmam na vida real, como por exemplo: a taxa de juro nunca muda, o cliente nunca faz amortizações antecipadas, o valor em dívida segue exatamente o plano inicial, não há renegociação do crédito, não há mudança de banco... Na prática, quase ninguém vive um crédito habitação assim.


Além disso, para haver um mínimo de rigor, as simulações deveriam ser feitas com a informação exata sobre a taxa de juro escolhida para o empréstimo. Por defeito, cada seguradora assume nas suas simulações um valor para a taxa e então andamos a comparar alhos com bugalhos... Não faz sentido...


Então as simulações de Seguros de Vida Habitação não servem para nada?


Servem, mas apenas como referência, nunca como um valor “fechado” para o futuro.

 


A Influência do Crédito no Seguro de Vida Habitação

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