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A Lei do Direito ao Esquecimento: Uma Promessa que Pode Enganar

Foto do escritor: Ines Goes
Ines Goes
1 de jan. de 2025
2 min de leitura

Atualizado: 19 de dez. de 2025

A Lei nº 75/2021, conhecida como a lei do direito ao esquecimento nos seguros de vida , trouxe esperança a muitos consumidores que, após terem superado doenças graves ou deficiências, desejam avançar com a contratação de um crédito habitação e, consequentemente, um seguro de vida habitação.

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À primeira vista, a lei parece revolucionária, ao permitir que pessoas em remissão há mais de 10 anos possam contratar seguros sem que estas condições sejam consideradas.

 

No entanto, a realidade é bem diferente e pode levar a frustrações e falsas expectativas.


O que realmente está em causa?

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O direito ao esquecimento aplica-se exclusivamente à fase pré-contratual, ou seja, ao momento em que o cliente preenche o questionário médico e decide o que informar. Contudo, esta aparente liberdade de omissão tem implicações graves:

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  1. Se o cliente não informar a seguradora sobre a doença ou deficiência anterior, pode beneficiar de prémios mais baixos. Parece ótimo, não parece? No entanto, no dia em que precisar de acionar o seguro, vai descobrir que a seguradora considera a condição como uma doença pré-existente. Caso a morte (ou a invalidez) esteja relacionada com essa condição, a seguradora não vai pagar a indemnização.

  2. Se o cliente declara a condição anterior, enfrenta a possibilidade de um prémio agravado ou de exclusões na apólice. Mas, neste caso, terá uma segurança valiosa: saberá exatamente em que situações a seguradora pagará ou não pagará. O que é aceite pela seguradora ficará garantido, e sabe com o que conta.

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O custo de pagar "menos"

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​Pagar prémios baixos sem garantia de cobertura real não é uma poupança – é deitar dinheiro para o lixo! Um prémio ligeiramente mais elevado por um serviço que realmente cobre as eventualidades necessárias vale muito mais do que pagar menos por algo que, na prática, não serve para nada…

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Um detalhe crucial: a avaliação médica

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Para que uma condição de saúde ou deficiência seja realmente "esquecida", a lei exige que um médico ateste que a situação está mitigada. Na prática, esta avaliação é complexa e raramente se aplica. Assim, muitos clientes acabam por criar expectativas que dificilmente serão cumpridas, o que inevitavelmente gera frustração.

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​​A importância da transparência​

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Como mediadora de seguros, acredito que a transparência é essencial para proteger o consumidor. Ao invés de confiar cegamente no direito ao esquecimento, é importante avaliar cada caso, compreender os detalhes das condições e, acima de tudo, assegurar que a apólice contratada oferece a proteção desejada.

 

Pense no seguro como um compromisso de segurança – e não como um custo a evitar. Afinal, o mais importante é saber que, no momento em que mais precisa, a sua apólice estará lá para o proteger a si e à sua família.



Lei do Direito ao Esquecimento nos Seguros de Vida

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